Notícias 24h no WhatsApp

Assine o The Health Brief

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Plano Básico
WhatsApp + Terminal básico
R$19,90 /mês
WhatsApp 24 Horas
Notícias por temas
Terminal Web básico
Começar Agora
Plano Completo
WhatsApp + Terminal Premium
R$299,90 /mês
Tudo do Básico
Terminal Web completo
Análises profissionais
Começar Agora

CFM alerta sobre uso de tirzepatida sem aval da Anvisa

Conselho Federal de Medicina adverte sobre riscos de prescrever medicamento sem aprovação da Anvisa.

The Health Brief 12 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Conselho Federal de Medicina orienta médicos a não prescreverem medicamento sem registro oficial, citando riscos à saúde pública e à prática médica.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um alerta aos profissionais da área sobre a prescrição da tirzepatida, um medicamento utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, que ainda não possui registro oficial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A orientação visa resguardar a saúde dos pacientes e a responsabilidade ética e legal dos médicos, desencorajando o uso de substâncias sem a devida validação por órgãos reguladores.

A tirzepatida, conhecida por seu mecanismo de ação duplo que atua em receptores de GLP-1 e GIP, tem demonstrado resultados promissores em estudos clínicos no controle glicêmico e na perda de peso. No entanto, a ausência de registro na Anvisa significa que o medicamento não passou por todas as etapas de avaliação de segurança, eficácia e qualidade exigidas pela agência reguladora brasileira. Isso implica que os potenciais riscos e benefícios em longo prazo, em diferentes populações e em comparação com tratamentos já aprovados, podem não ter sido completamente elucidados sob a perspectiva regulatória nacional.

A decisão do CFM de emitir este alerta se fundamenta na necessidade de garantir a segurança sanitária da população. A prescrição de medicamentos sem registro pode expor os pacientes a produtos de origem duvidosa, com formulações adulteradas ou com efeitos colaterais não previstos e não monitorados. Além disso, a falta de regulamentação dificulta o rastreamento de possíveis reações adversas graves, comprometendo a farmacovigilância, um sistema essencial para a detecção e gestão de riscos de medicamentos no mercado.

A prática médica baseia-se em evidências científicas e na conformidade com as normas estabelecidas pelos órgãos de saúde. A utilização de medicamentos não registrados pode configurar infração ética e até mesmo legal para os médicos, que podem ser responsabilizados caso ocorram intercorrências graves com seus pacientes. O CFM reforça que a conduta ética exige que os profissionais se baseiem em produtos com garantia de qualidade e segurança, asseguradas pelo processo de registro e aprovação da Anvisa.

O contexto atual da saúde no Brasil, com discussões sobre a modernização de programas como o Farmácia Popular, que podem incluir inovações como teleatendimento e a realização de exames em unidades de saúde, demonstra um movimento de adaptação e aprimoramento dos serviços. No entanto, essas evoluções devem caminhar lado a lado com a garantia da qualidade e segurança dos tratamentos oferecidos. A introdução de novas terapias, como a tirzepatida, deve seguir os trâmites regulatórios estabelecidos para assegurar que os benefícios superem os riscos.

A ausência de registro da tirzepatida na Anvisa não impede, contudo, que médicos a prescrevam em caráter de uso compassivo ou para fins de pesquisa, desde que dentro das normativas específicas para tais situações e com o consentimento informado e explícito do paciente, ciente dos riscos envolvidos. Contudo, o alerta do CFM se direciona à prescrição rotineira e sem as devidas ressalvas, que poderia ser interpretada como uma banalização dos procedimentos regulatórios.

A comunidade médica aguarda com expectativa a análise e eventual aprovação da tirzepatida pela Anvisa, o que permitiria sua utilização segura e regulamentada no país. Até que isso ocorra, o Conselho Federal de Medicina reitera a importância da cautela e da observância das diretrizes para a proteção dos pacientes e a integridade da prática médica. A decisão do CFM visa reforçar o compromisso da classe médica com a saúde e o bem-estar da população brasileira, pautando suas ações na ética, na ciência e na legalidade.

Compartilhar