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Crise de ausência: o que é e como afeta atletas

Entenda a condição neurológica que causa breves perdas de consciência e pode afetar qualquer pessoa, como o jogador Musiala.

The Health Brief 21 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Entenda a condição neurológica que levou o jogador Musiala a desmaiar em campo e que pode acometer qualquer pessoa.

A recente ocorrência envolvendo Jamal Musiala, jovem promessa do Bayern de Munique, que sofreu um desmaio durante uma partida, trouxe à tona a discussão sobre as crises de ausência. Essa condição neurológica, embora possa parecer rara, afeta um número considerável de pessoas e merece atenção, especialmente no contexto de atletas de alto rendimento, onde o corpo é levado ao limite. Compreender o que são essas crises, seus sintomas e possíveis causas é fundamental para o diagnóstico, tratamento e, em casos como o do futebolista, para a tomada de decisões sobre sua carreira.

As crises de ausência, também conhecidas como epilepsia de ausência, são um tipo de transtorno convulsivo caracterizado por breves episódios de perda de consciência ou de percepção do ambiente. Diferentemente de outros tipos de convulsões, que podem envolver movimentos bruscos e generalizados do corpo, as crises de ausência são tipicamente sutis. O indivíduo afetado pode parecer estar "desligado" por alguns segundos, com um olhar fixo e sem responder a estímulos externos. Ao final do episódio, que geralmente dura entre 5 e 20 segundos, a pessoa retoma suas atividades como se nada tivesse acontecido, muitas vezes sem memória do ocorrido.

Em campo, a manifestação de uma crise de ausência pode ser particularmente preocupante. Para um atleta, a perda súbita de consciência, mesmo que breve, representa um risco iminente de lesões graves, como quedas e impactos. No caso de Musiala, o desmaio em pleno jogo levantou imediatamente preocupações sobre sua saúde e o que poderia estar por trás desse evento. Embora a epilepsia de ausência seja mais comum em crianças, ela pode persistir na vida adulta ou até mesmo surgir nesta fase, exigindo uma investigação médica aprofundada.

O diagnóstico de crises de ausência geralmente envolve uma combinação de histórico médico detalhado, exame neurológico e eletroencefalograma (EEG). O EEG é crucial para registrar a atividade elétrica do cérebro e identificar os padrões característicos associados a esse tipo de crise. Outros exames de imagem, como ressonância magnética, podem ser solicitados para descartar outras condições neurológicas que possam mimetizar os sintomas. É importante ressaltar que nem todo desmaio é uma crise de ausência; outras causas, como problemas cardíacos, desidratação ou exaustão, também podem levar à perda de consciência.

O tratamento para as crises de ausência varia dependendo da frequência e gravidade dos episódios, bem como da idade do paciente e de outras condições de saúde. Medicamentos antiepilépticos são a linha de frente do tratamento e, em muitos casos, conseguem controlar as crises de forma eficaz, permitindo que os pacientes levem uma vida normal. A adesão rigorosa ao tratamento prescrito pelo médico é essencial para o sucesso terapêutico. Além da medicação, algumas mudanças no estilo de vida, como garantir um sono adequado e evitar gatilhos conhecidos, podem ser recomendadas.

No contexto esportivo, a presença de uma condição como a epilepsia de ausência impõe desafios significativos. A decisão de um atleta retornar ou continuar competindo após o diagnóstico de uma condição neurológica como essa é complexa e deve ser tomada em conjunto com uma equipe médica multidisciplinar. Fatores como o tipo de esporte, a frequência e intensidade dos treinos e jogos, e o risco de lesões secundárias são cuidadosamente avaliados. A segurança do atleta é sempre a prioridade máxima.

Embora as fontes consultadas não detalhem o diagnóstico específico de Musiala, a menção a "crises de ausência" sugere uma condição neurológica que requer acompanhamento médico especializado. A divulgação desses casos, especialmente quando envolvem figuras públicas, contribui para a conscientização sobre doenças neurológicas e a importância da busca por diagnóstico e tratamento adequados. A saúde, tanto física quanto mental, deve ser sempre a base para qualquer atividade, especialmente para aqueles que dedicam suas vidas ao esporte de alta performance.

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